Venture capital

Os 8 setores que mais recebem investimentos de venture capital

Por 27 de março de 2019 abril 10th, 2019 No Comments

Analisamos os investimentos de venture capital dos últimos 3 anos no Brasil registrados no CrunchBase (2016, 2017 e 2018). Listamos os 8 setores que mais recebem investimentos, ou seja, em número de aportes.

Os gráficos a seguir estão em quantidade de aportes realizados por setor. Portanto, empresas que receberam duas ou mais rodadas nesse período aparecem repetidas. Cabe ressaltar que não estamos tratando de volume de capital, apenas de ocorrências de aportes.

Outra observação importante é que esses números não representam a totalidade do mercado brasileiro, mas são amostras muito representativas do nosso universo.

Setores que mais recebem investimentos

Para cada setor listamos também os segmentos que foram considerados, exatamente como constam no CrunchBase, e os nomes das empresas que receberam os maiores aportes. Ambos estão listados por ordem decrescente.

8º AGTECH: 30

Segmentos: Agriculture, AgTech e Farming.

Maiores investimentos: Strider, Horus Aeronaves, Smartbreeder, SpecLab, Agrosmart, Check Plant, Aegro, InCeres, Agronow Tecnologia, CowMed, Grão Direto e Boi na Linha.

7º EDTECH: 41

Segmentos: Education, EdTech e E-Learning.

Maiores investimentos: Descomplica, Passei Direto, EADBOX, Agenda Edu, Alicerce, Playmove, Hand Talk, Joy Street, Eskolare, Blox, VOA educação, CarambolaTech e Redação Nota 1000.

6º CONSTRUTECH: 42

Segmentos: Real Estate, Construction, Rental e Architecture.

Maiores investimentos: QuintoAndar, Ambar Technologies, Agente Imovel Inteligencia de Busca, Oba.com.br, Construct, Loopimóveis.com, POPSPACES, Rankim, Ez Rent Brazil e Grupo ZAP Viva Real.

5º HEALTHTECH: 48

Segmentos: Health Care, Medical, Medical Device, Wellness e Personal Health.

Maiores investimentos: Dr.Consulta, Hi Technologies, Memed, Filóo, BoaConsulta, Epitrack, Benie, Yller, Healfies, Vittude, PetAdviser ltd, Moment.surf, mydimed e Portal Do Medico.

4º SALES & MARKETING: 48

Segmentos: Marketing, Sales, Marketing Automation, Business Development, Digital Marketing, CRM, Lead Generation, Lead Management e Direct Sales.

Maiores investimentos: Resultados Digitais, Exact Sales, mobLee, PhoneTrack, OnCase, Active Sales, Comunidade Crowd, Ramper, Standout, NAZAR, Deskfy e Active Sales.

3º E-COMMERCE: 57

Segmentos: E-Commerce e E-Commerce Platforms

Maiores investimentos: Movile, Printi, InstaCarro.com, TROCAFONE, Infracommerce, Brasil CT, Olist, Oppa, Book4you, Joox e MadeiraMadeira.

2º LOGISTICS: 66

Segmentos: Logistics, Transportation, Delivery, Supply Chain Management, Freight Service, Last Mile Transportation, Shipping e Air Transportation.

Maiores investimentos: iFood, Loggi, Yellow, CargoX, Bionexo, CargoX, Mandaê, EasyPost Smart Terminals, Intelipost e Sontra.

1º FINTECH: 151

Segmentos: Financial Services, FinTech, Finance, Payments, Credit, Consumer Lending, Personal Finance, Banking, Lending, Mobile Payments, Credit Cards, Financial Exchanges, Accounting, Billing e Enterprise Resource Planning (ERP).

Maiores investimentos: Nubank, Creditas, GuiaBolso, ContaAzul, EBANX, Neon, RecargaPay, Contabilizei e Avante.

OUTROS: 301

Segmentos: Internet of Things, Retail, Automotive, Food and Beverage, Human Resources, Service Industry, Security, Travel, Virtual Reality, Manufacturing, Energy, Customer Service e Fashion.

Nesse período, os outros setores corresponderam a 39% dos investimentos feitos.

Maiores investimentos: 99, LOFT BR, Neoway, Brazil Tower Company, General Water SA, WebRadar, DogHero, Spring Global, Liv Up, Matchpool, Quality Software, Rocket.Chat, Volanty, Sympla e Revelo.

DESTAQUES:

Em alta: é notável o crescimento da vertical de Fintechs. Ano a ano surgem cada vez mais empresas e oportunidades. A liderança desse setor, em termos de preferência dos investidores, está longe de ser perdida.

Em baixa: o e-commerce já teve seus tempos dourados. Foi a vertical com a menor quantidade de investimentos em 2018, dentre as 8 maiores. O aumento da concorrência e a busca pela sustentabilidade foram fatores que desencorajaram os investidores a entrar nessa vertical.

Concentração em empresas: apenas 8 empresas (iFood, Nubank, Movile, 99, Loggi, QuintoAndar, Yellow, Creditas e Dr.Consulta) receberam mais de 60% do capital investido no período. Essas oito notáveis captaram mais de R$ 1,5 bilhão de reais nesses 3 anos. Uma concentração ruim, mas que deve gerar bons frutos no futuro. Além do mais, esse grupo tende a aumentar muito nos próximos anos, ele já foi bem menor.

Concentração em setores: A participação de outras categorias no total de investimentos realizados foi de 40% para 34% nesses 3 anos. Isso significa que os investidores estão concentrando seu capital em menos setores, nos mais quentes. Entrando em terrenos conhecidos diminui-se o risco e aumentam as sinergias das empresas do portfólio.

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